INTRODUÇÃO
O trabalho consiste em
um estudo sobre a Equoterapia, na observação
do estudo de caso com um paciente portador
de Paralisia Cerebral, na fase de Hipoterapia,
observando por fim do trabalho principalmente
os resultados físicos deste caso.
Em termos conceituais, Paralisia Cerebral
é a lesão ou agressão
encefálica de caráter irreversível
e não progressivo decorrente no período
de maturação do sistema nervoso
central promovendo alterações
qualitativas de movimento e de tônus.
Tem-se ainda que esta possa vir a gerar
desordens sensoriais, intelectuais, afetivas
e emocionais.
Por estas afirmações
a equoterapia é considerada importante
e bastante indicada, ou melhor, utilizada
por pacientes portadores de deficiência
física, como a paralisia cerebral.
Paralisia Cerebral designa um grande grupo
de desordens motoras e sensoriais causadas
por uma lesão não progressiva
do cérebro que ocorre no início
da vida. Estas desordens não permanentes,
podem a levar algumas alterações
cognitivas, retardamento mental, epilepsia
perda auditiva são frequentemente
associados a paralisia cerebral (ALBUQUERQUE,
2006).
A Equoterapia é
um método terapêutico e educacional
que utiliza o cavalo dentro de uma abordagem
interdisciplinar, nas áreas de Saúde,
Educação e Equitação,
buscando o desenvolvimento biopsicossocial
de pessoas portadoras de deficiência
e/ou de necessidades especiais (ANDE-BRASIL,2005).
Sendo um estudo específico do programa,
a hipoterapia, que é essencialmente
da área de reabilitação,
voltado a pessoas com deficiência
física e/ou mental, que não
tem condições para manter-se
sozinho no cavalo. Necessita de um auxiliar-guia
para conduzir o cavalo e, evidentemente,
de um auxiliar- lateral para mantê-lo
montado, dando-lhe segurança. Enfatizando-se
os exercícios físicos, seus
efeitos e objetivos de tratamento (ANDE-BRASIL,
2005).
Resultados
A equoterapia vem crescendo
cada vez mais em nosso país, assim
este trabalho pode contribuir com conhecimento
nesta área.
Os resultados obtidos com a equoterapia,
de forma qualitativa, neste praticante com
paralisia cerebral, podem ser observados
no quadro 1, onde se compara o controle
cervical, reflexo de moro, RTCA à
direita, RTL, dissociação
de cinturas escapular e pélvica,
sociabilidade, obtidos na primeira avaliação
(avaliação inicial) e na segunda
avaliação (avaliação
após o período de tratamento).
|
1ª
Avaliação 12/04/2008
|
2ª
Avaliação 26/07/2008 |
Controle
cervical |
+ |
+++ |
Dissociação
de Cinturas |
+ |
+++ |
Normalização
de Tônus |
+ |
+ |
Reflexo
de Moro |
++++ |
++ |
Reflexo
tônico Cervical Assimétrico
à Direita |
+++ |
+ |
Reflexo
Tônico Labiríntico |
+++ |
++ |
Sociabilidade
|
+ |
++ |
Fonte: Acervo
Pessoal
Observação:
O mínimo de cruzes é representado
por uma +, e o máximo é representado
por quatro ++++.
Na primeira avaliação
foi observado que o praticante possuía
pouco controle cervical, já na segunda
avaliação foi observado uma
ganho significativo do mesmo.
Na primeira avaliação, observou-se
que o praticante possuía uma acerbarão
de reflexos de moro, já na segunda
avaliação foi observado que
houve uma diminuição na quantidade
de reflexos de moro, onde foi se estabilizando
com o tempo, ou seja, necessita de mais
estímulos para integrar o referido
reflexo.
Na primeira avaliação foi
observado que o praticante tinha o reflexo
bem acentuado, já na segunda avaliação
foi observado o praticante obteve uma grande
melhora do se quadro motor.
Na primeira avaliação foi
observado que o praticante tinha pouca dissociação
de cinturas, já na segunda avaliação
foi observado que obteve uma grande melhora
no seu quadro motor.
Na primeira avaliação observamos
que o praticante possuía pouca sociabilidade,
já na segunda avaliação
observamos uma melhora na sua sociabilização.
Na avaliação inicial foi realizado
exame físico que constatou uma criança
calma, ativa e reativa, reflexo de moro,
reflexo tônico cervical assimétrico
à direita (RTCA), reflexo tônico
Labiríntico (RTL), PA 110 por 70
mmhg. Não tivemos acesso ao exame
de apgar.
Na primeira avaliação a mãe
relatou que essa era sua terceira gravidez
(todos os partos foram cesarianos), e nesta,
teve uma gravidez tranqüila, porém
complicações durante e pós
parto. Logo após o nascimento, a
criança foi internada com uma intubação
oro traqueal por 44 dias, mantendo uma CIVD
(canal inter-ventricular à direita).
A mãe relata também que o
praticante dorme pouco.
Na segunda avaliação a mãe
relatou que a criança está
mais tranqüila, mais receptiva, e que
passou a dormir mais. Não houve melhora
de tônus em membros inferiores, e
nem alteração de trofismo.
Sabe-se que, hoje a atuação
da equipe de equoterapia deve ser composta
por fisioterapeuta, psicólogo e instrutor
de equitação, segundo a literatura
da ANDE – BRASIL 2008. E para os resultados
físicos que vimos neste trabalho,
a atuação do fisioterapeuta
é de grande valia sendo este profissional
indispensável durante as sessões.
CONCLUSÃO
Conclui que a equoterapia
pode ser eficaz no tratamento de paralisia
cerebral.
A eficácia desta técnica vem
sendo comprovada através de vários
anos, mostrando melhora em equilíbrio,
mobilidade em cinturas escapular e pélvica,
inibição de clonus, diminuição
de tônus, ganho de controle cervical.
Reunimos aqui, conceitos básicos
e específicos dessa prática,
visando contribuir para continuidade do
desenvolvimento das pesquisas nessa nova
área de atuação da
fisioterapia. Com isso pretendemos divulgar
a equoterapia nos meios da saúde
e educação, bem como na comunidade,
com o objetivo de alcançar o maior
número apresentado grande avanço
nos campos da habilitação
nos últimos tempos.
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e Equitação, Equoterapia
- Um método terapêutico.
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ou total é proibida.
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