Além
de queimar cerca de 400 calorias em uma
hora de atividade, a equitação
oferece outros benefícios, como a
melhora do tônus muscular, da postura
e também da coordenação
motora.
Os movimentos de sobe e desce, quando se
está em cima de um cavalo, auxiliam
no combate ao “stress”, garantindo
também uma boa noite de sono. O movimento
oscilatório do cavalo, transmitido
por sua anca, seu dorso, pela aceleração
e desaceleração da andadura,
favorecem a noção tridimensional
do espaço. Esses estímulos,
controláveis vão despertar
as alterações de equilíbrio
e “endireitamento” e o controle
postural.(LALLERY, 1992). Segundo LALLERY
(1992), o passo é o mais indicado
para a equitação terapêutica
devido a sua regularidade. Seu ritmo pode
tornar-se para o cavaleiro um embalo, pois
é uniforme e não produz impacto
em quem monta.
Em cada galopada são ativados vários
músculos proporcionando maior firmeza
da musculatura. Cavalgar constitui um prazeroso
processo de aplicação dos
melhores exercícios de coordenação
que se conhece, além de proporcionar
a sensação de independência,
aumento da autoconfiança, do autocontrole
e da auto-estima. Ao andar, o cavalo faz
com que o praticante execute, mesmo que
involuntariamente, movimentos tridimensionais
horizontais (direita, esquerda, frente e
atrás) e verticais (para cima e para
baixo).
Após 30 minutos de exercício,
o praticante terá executado de 1,8
a 2,2 mil deslocamentos, os quais atuam
diretamente sobre o seu sistema nervoso
profundo, aquele que é responsável
pelas noções de equilíbrio,
distância e lateralidade. O andar
do cavalo se assemelha ao do ser humano,
seu movimento com ritmo e balanço
faz com que a musculatura e a coordenação
do praticante se fortaleçam e, associando-se
a outras sensações provocadas
pelo corpo do animal, melhora também
a integração sensório-motora
e a consciência de seu próprio
corpo.
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